Neste momento, quando reparamos nas conversas de adolescentes, todos eles nos falam das suas "gajas, namoradas, melhores amigos, companheiros..." sem nunca se aperceberem que estão a falar de coisas muito sérias. Para eles tudo se rege ao momento em questão, não importa se amanhã já não gosto dessa pessoa, ou se lhe faço alguma coisa. Como posso chamar alguém de "melhor amigo(a)" se amanhã o(a) vou trair com o seu "namorado" ou se lhe vou prejudicar quer a nível pessoal ou profissional? E quando vêem com aquela conversa... "Amigos, amigos, negócios à parte!"
Por esta altura, ou já pararam de ler, ou então estão a chamar-me nomes, mas peço-vos que me deixem terminar. :)
Eu sou colega de toda a gente (excepto aqueles que não conheço, ou aqueles que estão na minha "lista negra" pelos mais diversos motivos) contudo verdadeiros amigos tenho poucos, mas não me queixo. Para mim, verdadeiros amigos são aqueles que sei que estarão sempre comigo para me apoiar, quer nos bons momentos quer nos maus. São aqueles com quem partilho as poucas horas da minha vida. Eu acho que todos nós concordamos neste aspecto, apesar que se nos perguntarem nós dizemos que somos amigos de toda a gente... pura hipocrisia, nós não estamos psicologicamente predispostos a "aturar" as maluquices de toda a gente.
Àqueles que me apoiam incondicionalmente, sem esperar nada em troca, daqui vai o meu muito obrigado por tudo o que têm feito por mim.
Àqueles que conheço e com quem me dou muito bem, sabem que eu sou daquelas pessoas que tento ajudar ao máximo, naquilo que penso que um colega pode ajudar.
Àqueles que não me conhecem, podem acreditar que sou uma pessoa sociável (com os seus momentos menos bons), mas que nunca nego falar com ninguém.
Àqueles com quem não falo mais, já sabem que comigo as "segundas hipóteses" são raras, mas existem.
Aos que me acham "velhote", "mal humorado" e "rezingão", digo-vos que é essa a imagem que deixo passar para o exterior, mesmo não querendo, é um grande defeito meu, mas já sabem que na verdade não sou nada disso, acima de tudo sou analítico, gosto das coisas bem explicadas, e as surpresas metem-me um bocado de "confusão". No fundo, eu sou eu.
Em suma, acho que estamos a banalizar a nossa relação com o mundo e com as pessoas que nos rodeiam. Cada um deve retirar as suas elações sobre isto, mas penso que o essencial foi aqui dito, caso não concordem agradeço que deixem um comentário. Todos nós temos uma palavra a dizer no actual estado daquilo que se passa no dia a dia e não podemos estar à espera que o Próximo dê o próximo passo.
Despeço-me com os habituais cumprimentos, desculpem o testamento, mas vale a pena pensar nisto.

Isto é absurdo, o Ser Humano não está preparado para separar as duas partes, por muito que queiramos nunca conseguimos fazer uma avaliação de algo sem nos basearmos em princípios aceites por nós, como refere David Hume. Daí que, na minha opinião, se está a banalizar os conceitos que utilizamos todos os dias. Aqueles a quem chamamos de amigos são na realidade colegas, que apenas tratamos por amigos pois queremos ser "Amigos de toda a gente". Este conceito estúpido que nos é incutido desde que nascemos, e que nos faz pensar que só somos boas pessoas se formos "amigos". Nada disso. Não precisamos de ser todos amigos, nem conseguimos. Temos que nos focar naquilo que realmente é importante para nós.
Por esta altura, ou já pararam de ler, ou então estão a chamar-me nomes, mas peço-vos que me deixem terminar. :)
Eu sou colega de toda a gente (excepto aqueles que não conheço, ou aqueles que estão na minha "lista negra" pelos mais diversos motivos) contudo verdadeiros amigos tenho poucos, mas não me queixo. Para mim, verdadeiros amigos são aqueles que sei que estarão sempre comigo para me apoiar, quer nos bons momentos quer nos maus. São aqueles com quem partilho as poucas horas da minha vida. Eu acho que todos nós concordamos neste aspecto, apesar que se nos perguntarem nós dizemos que somos amigos de toda a gente... pura hipocrisia, nós não estamos psicologicamente predispostos a "aturar" as maluquices de toda a gente.
Àqueles que me apoiam incondicionalmente, sem esperar nada em troca, daqui vai o meu muito obrigado por tudo o que têm feito por mim.
Àqueles que conheço e com quem me dou muito bem, sabem que eu sou daquelas pessoas que tento ajudar ao máximo, naquilo que penso que um colega pode ajudar.
Àqueles que não me conhecem, podem acreditar que sou uma pessoa sociável (com os seus momentos menos bons), mas que nunca nego falar com ninguém.
Àqueles com quem não falo mais, já sabem que comigo as "segundas hipóteses" são raras, mas existem.
Aos que me acham "velhote", "mal humorado" e "rezingão", digo-vos que é essa a imagem que deixo passar para o exterior, mesmo não querendo, é um grande defeito meu, mas já sabem que na verdade não sou nada disso, acima de tudo sou analítico, gosto das coisas bem explicadas, e as surpresas metem-me um bocado de "confusão". No fundo, eu sou eu.
Em suma, acho que estamos a banalizar a nossa relação com o mundo e com as pessoas que nos rodeiam. Cada um deve retirar as suas elações sobre isto, mas penso que o essencial foi aqui dito, caso não concordem agradeço que deixem um comentário. Todos nós temos uma palavra a dizer no actual estado daquilo que se passa no dia a dia e não podemos estar à espera que o Próximo dê o próximo passo.
Despeço-me com os habituais cumprimentos, desculpem o testamento, mas vale a pena pensar nisto.

